O empréstimo de crédito para o agronegócio e o setor imobiliário ganhou novas dimensões com o avanço dos títulos de renda fixa conhecidos como CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Em 2025, o volume de emissões desses papéis segue em expansão, atraindo investidores em busca de alternativas rentáveis e seguras.
O objetivo deste texto é explicar como funcionam esses títulos, quais suas principais vantagens e os cuidados necessários antes de investir. Além disso, serão apresentadas tendências que indicam por que o agronegócio e o mercado imobiliário continuam sendo pilares essenciais de crescimento no país.
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CRA e CRI: o que são e como funcionam

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são títulos de crédito emitidos por companhias securitizadoras, lastreados em recebíveis originados de operações do agronegócio e do setor imobiliário, respectivamente.
Um dos principais atrativos desses investimentos é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que aumenta sua rentabilidade líquida. Além disso, CRA e CRI costumam oferecer retornos superiores aos títulos públicos e CDBs, especialmente em períodos de juros elevados, tornando-se alternativas competitivas no portfólio de quem busca diversificação e ganhos consistentes.
Diferenças e particularidades de cada título
Embora semelhantes em estrutura, CRA e CRI se diferenciam pelo setor que financiam. O CRA é voltado ao agronegócio, englobando desde cooperativas e produtores rurais até grandes empresas do setor. Já o CRI está ligado ao mercado imobiliário, financiando empreendimentos residenciais, comerciais e logísticos.
Os CRAs tendem a oferecer prazos mais longos e são diretamente influenciados pelo desempenho do setor agropecuário, um dos mais resilientes da economia nacional. Já os CRIs estão mais expostos às condições do mercado imobiliário e às oscilações da taxa de juros.
Vantagens e riscos de investir em recebíveis
Entre as principais vantagens dos CRA e CRI estão o potencial de rentabilidade, a diversificação da carteira e a contribuição para o financiamento de setores produtivos essenciais. Além disso, muitos desses títulos contam com garantias reais, como imóveis ou contratos de fornecimento, o que reduz o risco de inadimplência.
Por outro lado, é importante considerar que esses papéis não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que exige uma análise criteriosa do emissor e da operação. Além disso, a liquidez tende a ser menor, o que significa que pode não ser simples vender o título antes do vencimento.
Como começar a investir com segurança
Para investir em CRA ou CRI, o ideal é contar com o suporte de uma corretora de valores que ofereça análises de risco e relatórios detalhados sobre as emissões disponíveis. Avaliar a origem dos recebíveis, a nota de classificação de risco (rating) e o tipo de indexação da rentabilidade são etapas essenciais.
Outra alternativa é investir em fundos de investimento imobiliário (FIIs) ou fundos de crédito estruturado (FIDCs) que aplicam em CRA e CRI. Esses fundos permitem diversificação automática e gestão profissional, sendo ideais para quem deseja exposição ao setor sem investir diretamente em títulos individuais.
Perspectivas para o futuro dos investimentos em crédito
O crescimento do mercado de CRA e CRI reflete a maturidade do sistema financeiro brasileiro e o fortalecimento de setores estratégicos como o agronegócio e o imobiliário. Em 2025, a expectativa é de que novas regulamentações e avanços tecnológicos ampliem a transparência e a liquidez desses títulos, tornando-os ainda mais acessíveis ao investidor comum.
Investir em recebíveis é apostar em segmentos que sustentam a economia do país. Com conhecimento e planejamento, é possível aproveitar o potencial de rentabilidade desses papéis, contribuindo para o desenvolvimento de áreas fundamentais e diversificando a carteira de forma inteligente e segura.
